Laboratório Sismológico da UFRN aconselha pessoas a ficarem fora de casa (Foto: Jorge Talmon/G1)
Laboratório Sismológico da UFRN aconselha pessoas a ficarem fora de casa (Foto: Jorge Talmon/G1)

A população da cidade de Pedra Preta viveu uma noite de quinta-feira(31) marcada por medo e apreensão devido a série de tremores registrados entre às 19h e 21h. Foram dez fortes tremores de terra em um curto espaço de tempo, segundo registros do laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O maior deles atingiu magnitude 3,5.

Ainda de acordo com o laboratório, não está descartada a chegada de um tremor mais forte na região. “Face à atual situação, é aconselhável as pessoas de Pedra Preta ficarem fora de suas residências, pois a ocorrência de um tremor de maior magnitude não está descartada”.

A população de Pedra Preta foi orientada a sair de casa diante da possibilidade de tremores de maior intensidade. A defesa civil do município ficou em alerta. Os moradores, com medo, vivem um clima de incertezas da mesma forma que ocorreu em João Câmara no ano de 1986, quando a cidade foi sacudida por um tremor de 5.3, fazendo com que a população abandonasse a cidade em busca de abrigo em outros municípios do Estado.

Mais de 170 abalos em uma semana

De acordo com o pesquisador Joaquim Ferreira, desde o último dia 24, o Laboratório Sismológico da UFRN já registrou 240 abalos em Pedra Preta. A maioria, no entanto, são considerados micro-tremores que não são percebidos pela população.

Ainda segundo Joaquim, a causa dos abalos é a formação geológica do estado. “Todo o Rio Grande do Norte está na borda da bacia potiguar que é uma região que é a mais ativa do Brasil. Por isso, acontecem esses tremores”, disse o pesquisador.

No último dia 25, a cidade foi o epicentro de um tremor de magnitude 3,7.