O que é mais importante para você? A imagem ou a vida?

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O impactante vídeo acima O que é mais importante para você?, descobri na rede social e é ótimo material para tratar de valores e limites éticos, políticos, sociais e educacionais, pois mostra uma situação vivida por uma jornalista, mas poderia ser aplicada a qualquer outra profissão e cidadão do mundo.

O vídeo mostra uma jornalista premiada por conta de uma fotografia, que antes de receber a premiação faz uma recapitulação do fato que promoveu aquele reconhecimento. Na verdade, a jornalista, em um local fictício de conflito, com o correspondente de guerra segue uma menina que foge das blas e explosões, escondendo-se num prédio bombardeado, que vem a ser também seguida e perseguida por um soldado que lhe aponta uma arma. Ao invés de socorrer, salvar a menina, a jornalista prefere apenas clicar aquele momento trágico.

Algo que remete a chamada “Foto do Destino”, na novela O Pintor de Retratos, do escritor brasileiro Luis Antonio de Assis Brasil, que conta justamente as peripécias de um jovem pintor de retratos, que vindo da Itália para o Brasil, se estabelece no Rio Grande do Sul, no final do século XIX, e acaba se tornando involuntariamente fotógrafo oficial de grupo envolvido na intitulada Revolução Federalista ou da Degola, no extremo sul do Brasil. Inspirado no grande fotógrafo francês Nadar, o jovem pintor clica o momento em que um soldado é degolado por outro, considerando aquela foto como a sua melhor e que lhe traria a fama. Na trama, quando conhece Nadal e mostra a foto ao seu mestre, este com repulsa o expulsa, dizendo que aquilo não é arte, mas barbárie.

Hoje, vemos em larga escala, pessoas preferindo clicar e filmar com seus telefones móveis brigas entre jovens do que apartar; fazem a famosa “selfie” diante de locais de tragédias, estejam as pessoas vivas ou mortas, expondo-se e expondo imagens degradantes; já houve caso de alguém preferiu filmar pessoa se afogando em rio, do que prestar socorro. Algo que deve ser criticado, pois demonstra justamente a falta de valores (humanos) e limites (éticos e profissionais).

Há que se discutir o uso adequado e equilibrado da tecnologia, na família, escola e sociedade…

Para ilustrar esta postagem coloco algumas imagens que descobri também nas redes sociais e que criticam essa postura e que servem para um debate sobre o que é mais importante para cada um, se o maquinário ou o usuário, se a imagem ou a vida:pessoas-hoje-em-diaida:

filmar-em-vez-de-curtirtitanic-selfie

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