O destino político do deputado José Adécio (DEM) está nas mãos do seu, ainda, partido, o Democratas. Assediado por líderes de outras legendas, o deputado quer continuar “conversando” com o presidente do DEM, senador José Agripino, antes de tomar qualquer decisão, uma vez que continua insatisfeito com sua situação dentro da sigla, onde perdeu 85% do seu reduto eleitoral para correligionários que disputam com ele espaço dentro da legenda.

É a Agripino que ele pretende dizer, em primeira mão, se vai sair mesmo do DEM e integrar uma das três agremiações partidárias para as quais foi convidado: o PSDC (Partido Social Democrata Cristão), o PSD (Partido da Social Democracia) ou um novo partido a ser criado e liderado pelo deputado Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa. ecentemente, José Adécio foi convidado para dirigir a executiva estadual do PSDC. Ele mantém uma boa relação com o presidente nacional desta legenda, José Maria Eymael. José Adécio e foi autor da proposição que concedeu o título de cidadão norte-rio-grandense em novembro passado a Eymael.

O reduto eleitoral de Adécio está nas regiões do Mato Grande e Central. Lá ele diz que constituiu 18 diretórios do Democratas, mas atualmente perdeu o espaço que sempre manteve, estando hoje apenas com os diretórios dos municípios de Rio do Fogo e Pedro Avelino. Além disso, pela primeira vez, José Adécio está fora da diretoria da executiva estadual da legenda, cuja eleição ocorreu no ano passado, reconduzindo José Agripino à presidência.

O senador evita repercutir a insatisfação de Adécio no DEM e miniminiza a situação dizendo que o colega é um dos delegados para representar o partido na convenção nacional e destacando que sua opinião e posicionamentos têm grande peso nas decisões da legenda.