Novo piso dos professores implica contas dos municípios

Para o Sindicato dos Professores, a conta dos municípios não condiz com o que seus gestores alegam para não pagar o novo piso.

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Os municípios querem a ajuda dos professores para pressionar o governo federal a conceder ao estado o complemento do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

O Sindicato dos Professores – Sinte – está disposto a ajudar, mas cobra dos gestores a comprovação de que não têm condições financeiras para pagar o novo piso e manda o recado: “se tiverem condições e não pagarem, o caminho é a greve”.

O Ministro da Educação, Aluísio Mercadante, anunciou na última quinta-feira (14) que o salário base do professor brasileiro passa neste ano de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64. O valor deve ser pago para docentes com formação de nível médio com atuação em escolas públicas com 40 horas de trabalho semanais.

De acordo com o vice-presidente da Federação dos Municípios do estado (Femurn), Ivan Júnior, que é prefeito do município de Assu, a dificuldade que existe até para pagar a folha normal vai ser ampliada com o reajuste do piso dos professores. Além disso, o estado e municípios perderam a complementação do Fundeb, fato que agrava ainda mais a situação.

A coordenadora geral do Sinte relata que, através de informações colhidas nas cidades, menos de 1% dos municípios teriam a real incapacidade financeira de bancar o novo salário do professorado.

As exigências do sindicato é de que os prefeitos enxuguem a máquina e economizem em serviços e contratos. “Mas quando pedimos a folha de pessoal, por exemplo, de contratados e comissionados, nunca nos mostram. Se os prefeitos demonstrarem verdadeiramente dentro das nossas exigências que eles não têm capacidade de pagar, a gente abarca a luta com eles. Se não, e não reajustarem, nosso caminho é a greve”, avisa Fátima Cardoso.

FONTENovo Jornal
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