Gestação precoce no Rio Grande do Norte ocorre com meninas de 10 anos

Levantamento da DATASUS revela que 23% dos partos feitos pelo SUS no estado em 2014 foram de adolescentes

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om 15 anos, a estudante Amanda Alves da Silva, que atualmente reside em Nísia Floresta, se enquadra em um perfil alarmante. Ela espera a chegada de Ana Laura, sua primeira filha. Com 34 semanas de gestação, Amanda estava internada na Maternidade Escola Januário Cicco (Mejec) com ameaça de parto.

A menina se encaixa nos dados de uma pesquisa realizada pelo DATASUS mostrando que, em 2014, de todos os partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte, pelo menos 23% deles foram feitos em meninas com idade entre 10 e 19 anos. A média brasileira é de 20%. No país, mais de 235 mil gestações não planejadas de mulheres jovens são registradas por ano.

O descuido foi o principal motivo da gestação precoce. “Eu tomava anticoncepcional e tive uma alergia e com isso o remédio não fez efeito”, contou. Acompanhada da cunhada, ela diz que mora com o atual marido e pai da criança, que tem 19 anos.

Os dois se conheceram no carnaval do ano passado. Apesar da gravidez inesperada, o companheiro demonstrou felicidade com a notícia. “Para mim foi uma surpresa, já ele ficou muito contente”, diz.

Diante de uma situação não planejada, a estudante teve que interromper alguns fluxos naturais da vida, como os estudos, mas isso não foi motivo para a desistência da própria gestação. “Nunca pensei em tirar ou qualquer outra coisa e agora vamos esperar nascer”, afirma.

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